sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Memories

E agora? Mais um dia de tristeza. Por estarmos distantes, por não estares aqui ao pé de mim, por não poder sentir-te, por não existir o teu beijo, por não existir o teu olhar, por não existir o teu abraço. Olho para todas as recordações, lembro-me de alguns momentos, pois era impossível relembrar todos, foram tantos, e todos de pura perfeição. A cada passo que a minha mente ia dando ao relembrar, cada lágrima escorria, escorria muito lentamente acho que seria para me fazer sofrer mais um bocadinho, para me condenar mais um pouco, ainda mais do que aquilo que já me tivera magoado. A dor continuou vindo, cada vez mais forte, cada vez mais brava.
Eu tentei nem pensar muito nela, só para matar a esperança que eu tinha de ela ir-se embora e me deixar apenas com um sorriso por todas as lembranças.
As lembranças continuavam vindo, vindo e vindo. Mas dum momento para o outro foi como se o vento as levasse, as fizesse voar para fora não só da minha mente mas também do meu coração.
O teu toque desapareceu, os teus olhos desapareceram, o teu toque desapareceu, tudo o que mais me fazia lembrar de ti desapareceu… e o que restou? Apenas uma dor, uma angustia, lágrimas derramadas.
Tentei virar esta página da minha vida, eu tentei mesmo, mas não valeu de nada. Porque as lágrimas são mais fortes do que toda a força que eu queria ter para suportar tudo isto. As lágrimas continuavam escorrendo, eu continuava com uma dor enorme cá dentro.
O tempo foi passando, passaram segundos, passaram minutos, passaram horas, passaram dias, passaram semanas, passaram meses, passaram anos e eu continuava sentada á frente de uma janela vendo a chuva cair e a relembrar tudo, tudo o que realmente me levava a ti de volta. A cada gota de chuva caía, uma lágrima minha caía… Sinceramente a chuva não parava, era noite e dia, dia e noite. Eu limpava a cara, mas não valia sinceramente de nada, a única coisa que fazia era molhar-me as mãos de água muito salgada a quem alguém decidiu dar o nome de lágrima.
As memórias continuavam, mas a distância também.

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