Virei todas estas árvores fugindo do que sentia, fugindo do meu sentimento por ti que realmente não sei o que é.
O vento soprava forte muito fortemente, á medida que ia correndo os meus pés entrelaçavam-se o que me fazia cair vezes e vezes sem conta, levantava-me, não desistia por nada, não queria desistir!
Aquilo que eu estava a sentir tinha de desaparecer custasse o que custasse, as lágrimas acompanhavam-me para a frente, caía e elas estavam lá, sinceramente acho que elas foram sempre as minhas únicas verdadeiras amigas. Estavam lá sempre, estando eu feliz ou triste.
Precisando eu ou não.
O tempo estava a esgotar-se e tu continuavas presente, continuei a correr, os segundos passavam, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos.
O tempo esgotou-se e eu perdi demasiado tempo em fugir do que sentia, em vez de realmente lutar por aquilo que eu queria. Mas e agora? O tempo já acabou, o tempo acabou para mim e sinceramente agora sinto-me uma verdadeira fraca. De que me valeu aquele acto que eu me armara em forte? De nada valeu.

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