sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
“Desculpe, mas não entrou”…
Estas foram as últimas palavras que eu ouvi, depois de ter tentado o meu sonho, depois de ter deixado tudo para trás para realmente estar onde eu queria mais que tudo. Mas fui rejeitada, mais uma vez. Naquela hora sentia-me péssima, não queria ver ninguém, muito menos falar com alguém. Olhei para trás e vi que tinha deixado tudo mesmo para tentar. Eu tinha esperança que o conseguiria mas fui rejeitada, não há nada que custe mais do que uma rejeição aos nossos sonhos. O que seria que eu tinha feito mal? Não sei, juro que não.
Depois de todos aqueles anos que me empenhei, que fazia a coisa que eu mais queria para a mim, a coisa que eu mais gostava e acabei assim? Não, não era possível. Eu estava a ter um pesadelo e estava prestes a acordar eu sei. As lágrimas escorriam-me pela face, era inevitável.
Neste momento eu só queria desistir de tudo, se calhar não é a coisa certa para mim, e eu este tempo todo estive enganada. Mas havia uma coisa cá dentro, que não me deixava desistir, que apertava comigo para eu continuar a lutar pelo o meu sonho. Não sei explicar, apenas sei sentir.
Ele dizia-me muito baixinho: “continua, tu conseguirás. Acredita em ti, tu és capaz!”
Estas palavras sinceramente tocavam-me, mas já tinha tido tantas rejeições, ninguém reconhecia o que eu fazia, porque se calhar eu não tinha talento, nada.
Nesta noite chorei chorei, derramei lágrimas que poderiam fazer um oceano. Mas nesta noite também tomei a decisão que poderia mudar a minha vida, em ambos os aspectos. Decidi tentar mais uma vez, a coisa boa era que se conseguisse realmente iria estar a viver o meu sonho, iria estar a viver aquilo que eu abracei desde criança. Mas se não conseguisse iria ter mais uma desilusão e iria desistir definitivamente. Treinei muito, durante meses, soei, sangrei, mas nada me importava, queria mesmo tudo aquilo. O dia chegou e eu estava sentada numa cadeira, a tremer por todos os lados, ouvia a chamada dos números, o meu coração acelerava a cada número que passava, até que chega o meu. Fico imóvel, olhando para todos os lados, e ouvi assim: “tu és capaz força!”.
Estas palavras incentivaram-me e eu fui, mal puseram a música os meus pés começaram logo a mexer. Quando dei por mim já tinha terminado a dança.
Depois de muito tempo de espera, a minha hora chegou. A hora onde eu iria realmente ver se tinha mesmo ou não tinha lugar. Oiço números das raparigas que passavam, o meu coração batia muito fortemente, até que dizem o meu nome. Não sei explicar o que me aconteceu, senti uma forte alegria cá dentro, os meus olhos brilhavam. Mas depois de isto tudo encontrava-me eu na melhor escola de dança do país, encontrava-me realmente no sitio que eu sempre pertencia. Mas de tudo isto, eu realmente aprendi que quando queremos muito uma coisa, lutamos por ela alcançamo-la. Nem que para isso seja preciso, lágrimas, dor, sangue não importa.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Sabes aquelas vezes que te apetece sair daqui? Aquelas alturas que tu queres deixar de ver tudo e todos e ires para um mundo completamente diferente? Eu desejei isso tantas vezes que acabou por se tornar realidade. Agora sinto falta dalgo, sinto a falta do teu cheiro.
Agora os meus olhos sabem que já não te irão ver, agora parece que tudo é imperfeito. Aliás tudo está de pernas para o ar, a minha vida mudou completamente e de ti apenas me resta saudade. Desculpa mas não aguento eu amo-te e preciso de ti aqui ao meu lado. Parece de fraco eu sei, odeio isto, estas lágrimas, esta dor e esta angústia. Quero mesmo que elas se vão embora e apenas me deixem as recordações tanto as más como as boas. Quero apenas que me deixe o teu sorriso como lembrança e não as lágrimas.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Virei todas estas árvores fugindo do que sentia, fugindo do meu sentimento por ti que realmente não sei o que é.
O vento soprava forte muito fortemente, á medida que ia correndo os meus pés entrelaçavam-se o que me fazia cair vezes e vezes sem conta, levantava-me, não desistia por nada, não queria desistir!
Aquilo que eu estava a sentir tinha de desaparecer custasse o que custasse, as lágrimas acompanhavam-me para a frente, caía e elas estavam lá, sinceramente acho que elas foram sempre as minhas únicas verdadeiras amigas. Estavam lá sempre, estando eu feliz ou triste.
Precisando eu ou não.
O tempo estava a esgotar-se e tu continuavas presente, continuei a correr, os segundos passavam, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os meses, os anos.
O tempo esgotou-se e eu perdi demasiado tempo em fugir do que sentia, em vez de realmente lutar por aquilo que eu queria. Mas e agora? O tempo já acabou, o tempo acabou para mim e sinceramente agora sinto-me uma verdadeira fraca. De que me valeu aquele acto que eu me armara em forte? De nada valeu.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Quero… quero seguir os teus passos, fazer o que tu fazes e fizeste, sentir o que tu sentes, o que sentiste, sofrer o que sofres e o que sofreste, sorrir quando sorriste, chorar quando choraste, quero fazer tudo o que tu fazes e fizeste, quero sentir o que sentiste, quero estar mais perto de ti, quero poder dizer que és a pessoa mais importante da minha vida, quero poder atirar-me para o chão a rir quando tu o fazes, quero ouvir uma música quando tu também ouviste e ouves, quero estar com a mão numa janela e a tua mão estar do outro lado também. Quero cometer os mesmo erros como tu e aprender, quero crescer como tu, quero seguir-te até ao fim do mundo. Porque tu não és só a minha vida, és tudo mesmo! E não escrevo estas palavras todas por escrever, escrevo-as de coração, de completo coração.
Quero poder dizer que és a melhor pessoa do mundo, quero poder dizer que és o maior orgulho, que és tudo sem dúvida.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ídolo o que isso é? Sinceramente ainda não descobri, porque tu não és a minha ídola, és mais que isso, és a minha mais que tudo, a minha melhor amiga, a minha vida, a minha respiração, a minha luz, o meu caminho, o meu passado, o meu presente, o meu futuro, o meu sorriso, a minha lágrima, o meu dia, a minha noite, a minha chuva, o meu sol, a minha trovoada, a minha felicidade, a minha tristeza. És tudo em mim.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Hoje estou aqui te escrevendo que sim tu tinhas razão.
Que depois da tua partida jamais o sol iria brilhar, jamais a lua iria brilhar, jamais o céu seria azul, jamais o arco-íris teria as suas cores.
Jamais eu iria ser feliz. Relembro tudo o que passamos, e o que fomos e tudo aquilo que realmente nos fazia felizes. Tu disseste que não me abandonarias, mas fizeste-o abandonaste-me mal tiveste oportunidade. Eu deixei-te ir, por isso também me culpo a mim, eu deixei que tu te fosses, deixei que tu nem me levasses, não lutei por aquilo que realmente me fazia feliz.
Agora olho para tudo á minha volta e o que sinto? Tristeza, solidão. Sinto-me realmente muito sozinha! Precisando de ti, querendo te a ti e apenas a ti.
Quando fecho os olhos, apenas me invade uma dor, uma forte dor, que não me deixa dormir nem por segundos. Tu ficaste sempre marcado. Tento tocar no coração para te sentir mais perto, e realmente sinto-te muito mais perto, mas o coração foi parando e parando. O que aconteceu? Já não estou em mim?
Agora ando por todos os lados, ando ainda á tua procura, uma forte vontade de te encontrar me invade. Continuo sofrendo a tua ausência.
Com amor te deixo esta carta.
Não me digas adeus, porque eu irei atrás de ti, percorrerei kilometros se for preciso, irei atrás de ti até ao fim do mundo. Tu sabes que o que eu mais quero é poder estar aqui ao teu lado, ou em qualquer outro lugar.
O sitio não importa, importa sim o que sentimos e o que estamos dispostos a fazer um pelo o outro. Dá-me tudo que eu darte-ei mais que tudo. Estou aqui, aqui sozinha á tua espera vem buscar-me, não preciso de cavalo branco, nada. Preciso apenas que venhas buscar-me ou que fiques aqui comigo. Eu sei que conseguiremos sobreviver, por mais que não tenhamos nada, temo-nos um ao outro e isso é mais que suficiente.
Ás vezes é lastimoso ficar aqui parada sem poder fazer nada, sem poder beijar-te, abraçar-te.
Mas começo a ficar farta desta espera.
Vou esquecer, não por completo porque isso seria impossível, deixarás uma marca, uma ferida muito pequena que irá sarar eu sei.
Agora vou libertar-me, esquecer e começar do zero.
Vou seguir em frente eu juro.
Volta atrás, por favor volta mesmo atrás. Vamos esquecer o que fomos, o que somos e vamos concentrarmo-nos apenas no que se pode passar agora, não importa o passado nem o futuro apenas o que importa é o presente.
Esquece o que eu te disse eu esqueço o que tu me disseste, dá-me a mão e vamos voar, vamos ser aquilo que nunca fomos antes, vamos ser tudo aquilo que sempre quisemos ser.
Vamos esquecer o que nos rodeia vamos simplesmente pensar em tu e eu.
Não importa se é ou não para sempre vamos apenas pensar no que se passa agora, vamos apenas sentir tudo o que temos cá dentro.
Vamos sentir a respiração um do outro, o batimento do coração de um e do outro.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Estás a ver estas mãos? Estas mãos que sangram sem fim, depois de todo o trabalho árduo para te esquecer, depois de tentativas de fuga do meu coração, depois de tentativas de me refugiar de tudo, depois de tentativas de esconder tudo o que realmente sentia e sinto porque por mais tempo que tenha passado tu continuas como uma marca, uma tatuagem no meu coração. Feridas estão a sarar, mas nada se vai recompor porque preciso de ti ao meu lado.
Lambo as lágrimas, e tento me concentrar na ideia de te esquecer, pareço decidida mas eu estou simplesmente perdida, estou fora de mim.
Tu levas-te não só o meu coração contigo, como levas-te todas as partes de mim.
Eu deixei-te ir, deixei-te mesmo mas continuo aqui sozinha, á tua espera, a cada dia ansiando a tua chegada, ansiando o dia do teu regresso, ansiando a hora de tu vires á minha procura, ansiando que tu me encontres aqui.
domingo, 12 de dezembro de 2010
É assim que me sinto, sozinha.
Por mais gente que tenha á minha volta sinto-me sozinha, sem ninguém para abraçar, ninguém para acariciar, ninguém para contar qualquer coisa, ninguém para eu olhar enquanto dorme, ninguém para me proteger.
Antes de te ires embora tu eras o único no meu mundo, o único que eu queria para mim, o único que me ajudava sem ter qualquer outro interesse, o único que me olhava com um olhar sincero. Aquele que eu amava, amo e amarei para sempre.
Mas por agora fico aqui neste monte com apenas relva seca, árvores a pedirem que venhas para mim e vento, vento o meu melhor amigo por agora.
Assim te deixo por agora.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Parámos o mundo, paralisámos tudo á nossa volta. Esquecemos a chuva, o vento, o som, a cor, esquecemos tudo. Tudo á nossa volta estava imóvel, a única coisa que se movia eras tu e eu, mais nada nem ninguém.
Eu dava-te o sol, tu davas-me a lua, eu dava-te o mundo tu davas-me o universo. Eu dava-te uma estrela, tu davas-me uma constelação.
Não havia medos, inseguranças, apenas existia amor, paixão ardente.
De repente os carros começaram a andar, os pássaros a voar, os semáforos a mudar de cor, e eu deparo-me sozinha, não existia ninguém á minha volta.
Mas tu estavas aqui, para onde foste? Porque é que não me levas-te?
Tudo parecia perfeito até ao último beijo. Abri os olhos e não havia nada á minha volta, apenas o meu acostumado quarto, toquei na minha face para ver se tivera mesmo acordado ou se ainda estava no sonho, mas sim já tinha acordado.
A primeira coisa que faço é pegar num papel, e a única coisa que escrevo é:
“No nosso mundo, somos apenas tu e eu.”
Tu: Tenho de ir, eu ligarte-ei.
Estas foram as últimas palavras que eu ouvi depois de tu me abandonares nesta praia, depois de tu te teres ido embora sem dar qualquer justificação, sem se quer me pedires desculpa por me deixares assim. Tu foste mas o meu coração foi logo a correr ao lado do teu. Eu ouvia as ondas a baterem com muita força umas nas outras, o cheiro do mar penetrava no meu nariz. Sinceramente eu não tinha vontade de chorar, eu tinha vontade de sorrir, tinha vontade de realmente mergulhar e sentir a minha cabeça fresca. Estava com vários sentimentos em simultâneo. Perguntava-me muitas vezes porque é que tu me tinhas abandonado assim, não chegava a qualquer conclusão. Deitei-me confortavelmente na areia macia, era areia duma praia deserta, naquela praia não existia ninguém, apenas eu e o mar, a areia, as rochas. Eu ali sentia-me muito bem mesmo. Apertei as mãos, tinhas poucos e poucos de areia nas minhas mãos, atirei-as ao ar com esperança que o vento a empurrasse.
Sentei-me estava já um pouco impaciente, olhei para tudo e não te encontrava. Mas arranjei uma forma de estar mais perto de ti… Desenhar as tuas iniciais na areia.
Nos meus cabelos permanece o cheiro do teu toque, na minha testa permanece o sabor do teu beijo, nas minhas lágrimas permanece a dor de não estar ao teu lado.
Na minha mente permanecem palavras que tu disseste, no meu coração permanecem momentos, e tudo o resto que me faz lembrar de ti.
No meu ar permanece a tua respiração, nos meus lábios permanece a vontade de tocarem nos teus. Tudo continua imóvel, mesmo depois da tua partida, tudo continua igual a antes menos a tua presença. Na minha boca, ficaram palavras por dizer, ficaram sentimentos por exprimir. No meu cabelo ficou a suavidade das tuas mãos, deixas-te um bocado de ti, levas-te um bocado de mim.
Aquele baloiço onde nós estivemos, onde era tudo perfeito, com aquele brilho do sol, com o azul do céu. Com o brilho dos nossos sorrisos, com o som da água do rio quando o vento a fazia mover, a tua suave mão, os teus lábios, o teu carinho, o teu amor. Tudo algo que nunca irei esquecer, mesmo se quisesse seria impossível eu sei que sim. Todas aquelas vezes que me desviavas o cabelo com os teus olhos penetrantes nos meus, quando sorrias com uma coisa que eu tivera dito sem qualquer tipo de graça, quando me dizias que nunca nos iríamos separar porque nos amávamos de verdade, quando me abraçavas e dizias está tudo bem, eu estou aqui contigo. Quando tocavas para mim, e aquelas lágrimas estúpidas me caíam dos olhos. Mas sinceramente tenho muitas saudades dessas estúpidas lágrimas! Tantas saudades quando nos deitávamos naquela relva verde puro e ficávamos ambos a olhar para o céu, pondo os nossos dedos para cima dizendo o que cada nuvem representava. Quando estava frio e tu me davas o teu casaco tendo tu ou não frio, quando tu me abraçavas para me dares uma brisa de calor, quando tu ficavas permanentemente olhando para mim quando eu dormia. Tenho saudades, muitas saudades.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Memories
E agora? Mais um dia de tristeza. Por estarmos distantes, por não estares aqui ao pé de mim, por não poder sentir-te, por não existir o teu beijo, por não existir o teu olhar, por não existir o teu abraço. Olho para todas as recordações, lembro-me de alguns momentos, pois era impossível relembrar todos, foram tantos, e todos de pura perfeição. A cada passo que a minha mente ia dando ao relembrar, cada lágrima escorria, escorria muito lentamente acho que seria para me fazer sofrer mais um bocadinho, para me condenar mais um pouco, ainda mais do que aquilo que já me tivera magoado. A dor continuou vindo, cada vez mais forte, cada vez mais brava.
Eu tentei nem pensar muito nela, só para matar a esperança que eu tinha de ela ir-se embora e me deixar apenas com um sorriso por todas as lembranças.
As lembranças continuavam vindo, vindo e vindo. Mas dum momento para o outro foi como se o vento as levasse, as fizesse voar para fora não só da minha mente mas também do meu coração.
O teu toque desapareceu, os teus olhos desapareceram, o teu toque desapareceu, tudo o que mais me fazia lembrar de ti desapareceu… e o que restou? Apenas uma dor, uma angustia, lágrimas derramadas.
Tentei virar esta página da minha vida, eu tentei mesmo, mas não valeu de nada. Porque as lágrimas são mais fortes do que toda a força que eu queria ter para suportar tudo isto. As lágrimas continuavam escorrendo, eu continuava com uma dor enorme cá dentro.
O tempo foi passando, passaram segundos, passaram minutos, passaram horas, passaram dias, passaram semanas, passaram meses, passaram anos e eu continuava sentada á frente de uma janela vendo a chuva cair e a relembrar tudo, tudo o que realmente me levava a ti de volta. A cada gota de chuva caía, uma lágrima minha caía… Sinceramente a chuva não parava, era noite e dia, dia e noite. Eu limpava a cara, mas não valia sinceramente de nada, a única coisa que fazia era molhar-me as mãos de água muito salgada a quem alguém decidiu dar o nome de lágrima.
As memórias continuavam, mas a distância também.
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