Parámos o mundo, paralisámos tudo á nossa volta. Esquecemos a chuva, o vento, o som, a cor, esquecemos tudo. Tudo á nossa volta estava imóvel, a única coisa que se movia eras tu e eu, mais nada nem ninguém.
Eu dava-te o sol, tu davas-me a lua, eu dava-te o mundo tu davas-me o universo. Eu dava-te uma estrela, tu davas-me uma constelação.
Não havia medos, inseguranças, apenas existia amor, paixão ardente.
De repente os carros começaram a andar, os pássaros a voar, os semáforos a mudar de cor, e eu deparo-me sozinha, não existia ninguém á minha volta.
Mas tu estavas aqui, para onde foste? Porque é que não me levas-te?
Tudo parecia perfeito até ao último beijo. Abri os olhos e não havia nada á minha volta, apenas o meu acostumado quarto, toquei na minha face para ver se tivera mesmo acordado ou se ainda estava no sonho, mas sim já tinha acordado.
A primeira coisa que faço é pegar num papel, e a única coisa que escrevo é:
“No nosso mundo, somos apenas tu e eu.”

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