terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não quer dizer nada, simples palavras que me vieram á cabeça e decidi escreve-las

Eu tentei… tu sabes bem eu tentei tirar-te da cabeça, usando tudo o que estivesse ao meu alcance. Juro que fiz de tudo, mas tu continuaste imóvel na minha cabeça, no meu coração.
Tentei virar todas as esquinas do meu caminho e nunca te ver. Mas de que isso valeu? Eu sempre voltei ao mesmo caminho, sempre continuei a percorrer o mesmo caminho que percorria. Voltei atrás na minha palavra. Podes me chamar de fraca chama, mas eu sou fraca por não conseguir esquecer o teu sorriso? O teu cheiro? A cor da tua pele? Eu até posso ser fraca e tu és fraco ainda mais por me fazeres chorar este tempo todo. Por todas aquelas palavras que disseste e nunca cumpriste, por tudo o que juras-te e nunca cumpriste. Sinto saudades muitas saudades desse teu antigo eu, desse antigo eu que acreditava sempre na minha palavra sem me julgar, aquele teu eu que simplesmente me punha um sorriso na cara quando eu mais queria chorar. Não eu sinceramente já não sei o que sinto, são muitos sentimentos em simultâneo, sentimentos que me envolvem com dor, lágrimas, mas também me envolvem com sorrisos. Porque fico sem respiração, sem ar, sem fôlego. Preciso de ti, da tua presença, do teu cheiro, do teu toque, de tudo, tudo mesmo.
Nunca me abandones, nunca digas um adeus mas diz-me sim um até já. Nunca largues a minha mão porque com ambas dadas podemos descobrir o paraíso, podemos ir para um mundo que ainda ninguém descobriu. Simples palavras não provam nada, mas para que precisamos de provas? Se a vida é uma conjunção de mentiras? Não percebo juro que não, não percebo o facto de eu sentir uma coisa e segundos depois outra, mas só existe um sentimento que nunca muda, faça chuva, faça sol. Eu preciso de ti, preciso mesmo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

unanswered questions

Sentir? O quê? Dor? Sim… agora ultimamente só há duas coisas que eu totalmente sinto. Dor e uma paixão ardente dentro de mim. Sonhos? Sim tenho muitos, e agora ultimamente o único sonho que tenho tido é com alguém, com alguém que é muito especial e importante para mim. Sofrimento? Sim muito sofrimento, por amor, por paixão. Lágrimas? Sim intermináveis. A razão? A razão é a mesma da dor, dos sonhos, do sofrimento, das meras lágrimas, dos meros gritos, dos meros pensamentos. A mesma razão da que a minha vida está a viver, a mesma razão que a minha vontade anseia. A mesma razão para que todos criticam e que eu sou a única a querer seguir esse caminho, o caminho do sofrimento, o caminho das lágrimas… Caminho esse molhado, estreito, com montes de pedras para me esfolarem os pés, os joelhos, essa dor para mim é me indiferente nem a sinto. Agora dor de coração? Uma dor insuportável completamente, uma dor impossível de passar, que nem meras noites de sono a apagam, meras piadas engraçadas eliminam as tristezas? Guardam-nas por momentos, mas lá volta o vento para trazê-las. Memórias? Existem muitas tanto boas como más, tanto como perfeitas como imperfeitas, todas continuaram na minha cabeça e no meu coração. Sofrimento interno, o choro já é imprescindível ao meu viver, ao meu ser. Não que eu gosto, odeio sentir gotas de água salgada a percorrerem o meu rosto, odeio mesmo! Mas por mais que faça de tudo para as combater acabam sempre por escorregar como uma criança num jardim verde totalmente verde com um escorrega. As estrelas? Brilham sim e depois? Não, não fazem desenhos bonitos, não fazem nada simplesmente tirarem-me mais uma noite de sono para olhar para elas e desembrulhar todas as lembranças, recordações que estavam guardadas. Para trazer ao de cima aquilo que eu queria que ficasse enterrado, para que nunca saísse debaixo do quer que seja. Gritos? Sim dou muitos, estou farta de guardar tudo para dentro, farta de sofrer para mim mesma, já que não posso dizer ao mundo o quanto te amo, digo ao mundo o quanto sofro, o que sinto, a dor. Revolta? Ainda não sei ao certo o que essa palavra verdadeiramente significa… Será fugir? Se assim for estou revoltada desde que sei que nunca poderei ter-te, que nunca poderei beijar-te e sentir-me acolhida por muita chuva que esteja correndo. Amores verdadeiros? Sim existem, se este não for verdadeiro então o que será?
Saudade? A saudade é eterna, nunca acaba… Arranca-nos um pedaço do coração e leva-o com ela, fogem para muito longe, para estrada e estrada invisíveis ao olhar, invisíveis ao toque.
Sentir? Sentir sinto todos os dias, dor por saber que alguns momentos não puderam voltar a acontecer, o tempo não volta atrás. Chorar? Sim por saber que o caminho agora é em frente, tentar avançar e ficar presa ao passado. Gritar? Sim gritar que te amo a cada segundo, minuto, meia hora, hora, vinte e quatro horas, dias, meses, anos! Enquanto me for a mim permitido esperarei por ti para sempre, mesmo que assim o meu futuro seja sofrer. Odeio viver, odeio ser assim odeio, mas se para estar perto de ti esta terá de ser a minha vida… quero que seja assim vezes, vezes e vezes sem conta. Porque amar é sofrer, chorar, gritar, querer fugir, mas também é sorrir, sentir o batimento do coração acelerar. Porque nunca devemos desistir, sim lutar e conseguir o que realmente queremos e desejamos…

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

you and she

Como hei-de eu esquecer-me do dia em que te conheci? Aquele dia com muito sol, com poucas nuvens mas as únicas que o céu tinha eram lindas, brancas, onduladas como nos filmes que algumas das personagens voavam até lá e sentiam-se no paraíso. Sim eu estava a andar muito bem pelo o meu habitual caminho, tinha os fones nos ouvidos, com os meus livros de matemática na mão, que eu visse ninguém estava parado como uma pedra no meu caminho, portanto continuei a andar, até que sinto um grande encontrão. Olho em volta e vejo um rapaz de cabelos castanhos, olhos castanhos, mãos muito suaves. Esse rapaz que eu tivera visto em volta olhou-me nos olhos e pediu-me desculpa. Eu disse tudo bem com o meu desajeitado sorriso. Ele ajudou-me a pegar no horrível livro de matemática! E continuou olhando nos olhos quando nos levanta-mos daquele chão muito sujo, com pastilha elástica no chão. Perguntaste-me se eu estava bem e com a minha cabeça acenei e disse que sim. Então tu foste-te embora pois já tinhas feito a tua boa acção de hoje. Eu não conseguia de tirar o olhar de ti, estavas de costas mas os meus olhos tinham seguido o teu caminho, virasses tu á esquerda ou á direita. Dei um pequeno estalo na minha cabeça e continuei a andar. No dia seguinte cheguei á escola, mais uma das minhas rotinas, estava sentada num banco ao pé do grande jardim da escola, quando te vejo passar com uma rapariga muito bonita de cabelos castanhos, nela via uma princesa e parecia que tu também… estavam ambos de mãos dadas, com uns grandes sorrisos, e toda a gente que passava por vocês simplesmente dizia parabéns! Muitas felicidades! Parecia que eram namorados, mas duma forma estranha isso estava a atingir-me, não percebi porquê porque é que tal coisa me estava atingindo. O meu resto de dia foi horrível! Não me consegui concentrar em nada do que fazia, a minha atenção estava toda mas toda mesmo na imagem que hoje de manhã tinha visto, tu e ela.
Acabada as aulas fui para casa para me tentar abstrair de tudo, mas não. Não me conseguia abstrair dessa imagem! Da tua imagem! Então decidi ir dar uma volta para ver se o vento me fazia esquecer pequenas imagens que me estavam a perturbar duma maneira violenta, o vento vinha e ia, mas as imagens ficavam completamente imóveis… Falei com a minha melhor amiga e ela disse-me que estava completamente apaixonada por ti! Mas como é isto possível? Eu só te conhecia, quer dizer nem era bem um conhecer, mas estar apaixonada? Não eu não queria! Com esta situação toda eu não queria sofrer! Nesta mesma noite tive um pesadelo, tive uma forte dor no meu coração, e quando acordei tinha a minha almofada completamente molhada, pus as minhas mãos na minha face e estava toda molhada, estava a chorar! Nem sei como tive coragem de ir para a escola, sim estava com a cabeça baixa, e vi-te novamente com ela. E agora estou aqui eu a escrever estas simples palavras para aliviar a dor…

what is love?

Amor? O que significa essa palavra? Um grande sentimento? Um grande sofrimento? Uma grande dor? Antigamente eram estas perguntas que eu fazia, porque era através do que me contavam que eu ia vendo o que era o amor… mas até lá pensei que era uma coisa fácil, gostar duma pessoa e essa pessoa gostar de nós, e assim foi até algum tempo quando conheci alguém, quando me apaixonei de verdade por alguém, quando dei a proposta de deixar a vida por alguém, quando comecei a chorar sem ter fim, quando comecei a deixar de olhar para a vida com olhos brilhantes de felicidade, quando deixei de ser feliz, quando deixei de conseguir uma noite em sossego, quando passei a maior parte das noites em claro, quando acordei de pesadelos com uma dor enorme no coração, quando menti a várias pessoas para poder estar com alguém e sofrer mais um pouco, para olhar alguém nos olhos e dar-me vontade de beijar, para poder estar com alguém e poder ver como és perfeito, para ver os teus cabelos, para ver os teus lábios, para poder sentir a felicidade de estares bem e de estares ali ao pé de mim! Sim o tempo passa como segundos, e chega a hora de ir para casa, vou a correr para poder ir para a janela para te poder ver a descer a rua, as lágrimas caiem-me por saber que neste momento não posso estar contigo, choro por saber que amas outro alguém e não eu, choro porque eu amo-te de verdade, choro de verdade, rio de verdade, luto de verdade mas sempre com o mesmo objectivo em poder ter-te, mas se isso não for possível eu espero a tua felicidade, sim não me importo com o meu sofrimento, por ti esperarei a vida toda, porque é a ti e só a ti que amo, a ti que espero, a ti que mesmo que haja chuva lá estarei, é só a ti que me entregaria de corpo e alma, era só a ti que eu jurava o meu amor para a vida inteira! Amar agora sei o que significa, amar significa esperar, querer ver a outra pessoa feliz mesmo que se ponha em causa a nossa felicidade, amar significa estar sempre presente, sempre dar o nosso ombro mesmo que a pessoa que amamos tenha errado connosco, amar significa chorar, sofrer, gritar, fugir. Amor não é só um sentimento bonito, também é um sentimento que contém muita dor, a maior dor de todas, uma dor ainda maior do que uma bala a penetrar na nossa pele, amar é de coração não pela aparência, amar é a maior coisa do mundo!
“…E por ti aqui sempre esperarei com a minha dor, com as minhas lágrimas, com o meu sofrimento e com o meu amor.”

this night

Nesta noite mais uma vez estou sozinha, esperando a tua chegada… tu disses-te que esta noite chegavas cedo, que não me irias deixar á espera horas a fio, tu prometeste-me que me irias realmente fazer feliz, mas a única coisa que estás a fazer é tornar-me paciente… e mais paciente com todo este tempo de espera.
Eram duas da manhã e continuava eu á espera, á espera e ainda mais á espera. Olhei em volta e perdi a esperança de tu voltares esta noite, a partir de aí já não sei mais o que aconteceu, só sei que os meus olhos fecharam e tentaram manter-se fechados o resto da noite. Acordei sentindo um beijo na testa, abri os olhos e tu estavas lá!
Beijaste-me e pedis-te mais uma vez desculpa e eu desculpei, que poderia eu dizer? Talvez estas inseguranças todas fossem meras coisas da minha cabeça…
Mas desta vez o teu beijo estava distante, frio e eu não conseguia nele sentir o amor que tu dizes que sentes por mim.
O que se estará a passar? Já não me quererás? Já não sou eu que faço o teu coração palpitar? Já não sou eu a tua princesa? Já não te direi nada?
Tu saíste e prometeste mais uma vez que nesta noite chegarias cedo, que a partir de hoje tudo seria diferente.
E é verdade! Foi diferente esta noite chegas-te cedo, o teu beijo estava ainda mais distante do que o da manhã, estava menos apaixonado ainda. Eu sei que só o deste por mera pena, eu sei!
Não aguentei mais esta situação e enfrentei-te com os factos e tu desmentiste tudo apesar de teres um olhar distante, desinteressado. E eu disse que tu já não me amavas e tu disses-te tens razão eu já não te amo! Eu já não te quero!
Pegas-te em tudo o que era teu e saíste pela porta, bates-te com ela com a força do vento junto com todo o teu alivio.
Sim eu chorava, gritava e jurava a mim própria que nunca iria virar a página e iria ficar para sempre á tua espera, e assim o foi, fiquei fechada nesta casa o resto da minha vida, os resto dos meus dias.
Nunca mais vi o brilho dos teus olhos para iluminar o meu dia, nunca mais vi os teus lábios, nunca mais te vi, nunca! Tentei apagar tudo, o passado, o presente e tentei nem passar para o futuro, peguei numa faca afiada, eu chorava e chorava mas se a minha vida iria ser sem ti, então perferia perder a vida e ir para lá onde fosse proteger-te de todo o mal! Assim o foi, senti uma perfuração na minha pele, sinceramente a dor não era minimamente forte, a dor que eu sentia era muito mas muito mais forte que uma simples morte…

Remember

Lembrar? De que serve tal coisa? Serve… para nos magoar ainda mais, para nos fazer ficar agarrados ainda mais ao passado, a algo que passou e que nunca mais voltará! Que nos faz acreditar numa coisa impossível que o vento levou, que o tempo rasgou. Que tudo passou por nós e nós nem demos conta de quanto isso era importante para nós. De que serve relembrar? Serve para chorar? Isso eu tenho a certeza…
Chorar, gritar, e só coisas que nos façam recuar os passos que já tínhamos avançado.
Não eu não posso negar a cada dia que passa eu relembro tudo, mas tudo mesmo, mas de que serve? De nada só me faz alimentar mais uma ilusão… Por mais que diga chega eu sei que não resultará de muito, porque no dia seguinte voltei á mesma rotina! E que faça? Não sei, não sei mesmo porquê, mas parece que eu sou uma máquina e que a cada dia que passa alimento mais e mais esta mera ilusão, eu sei que no final eu irei sofrer e olhar para trás e dizer estou tão arrependida de ter seguido este caminho. Mas que posso fazer eu? Não consigo tomar outro rumo, não consigo mesmo! O simples facto de chorar alivia a minha dor, não a faz desaparecer mas alivia, como o simples facto de gritar me faz expressar tudo mas tudo mesmo o que sinto cá dentro.
Será que este sentimento desaparece como toda a gente diz? Será que serás mesmo aquele que eu deva lutar? Não eu não quero saber de nada disto… eu quero continuar a lutar, a sofrer eu sei mas e se eu não tentar? Se eu não tentar e nunca souber? Não eu não sou cobarde o suficiente para abandonar este sentimento.
Por mais que chova, por mais que faça vento tu estarás sempre mas sempre na minha mente, porque eu amo-te eu quero-te!