segunda-feira, 8 de novembro de 2010

this night

Nesta noite mais uma vez estou sozinha, esperando a tua chegada… tu disses-te que esta noite chegavas cedo, que não me irias deixar á espera horas a fio, tu prometeste-me que me irias realmente fazer feliz, mas a única coisa que estás a fazer é tornar-me paciente… e mais paciente com todo este tempo de espera.
Eram duas da manhã e continuava eu á espera, á espera e ainda mais á espera. Olhei em volta e perdi a esperança de tu voltares esta noite, a partir de aí já não sei mais o que aconteceu, só sei que os meus olhos fecharam e tentaram manter-se fechados o resto da noite. Acordei sentindo um beijo na testa, abri os olhos e tu estavas lá!
Beijaste-me e pedis-te mais uma vez desculpa e eu desculpei, que poderia eu dizer? Talvez estas inseguranças todas fossem meras coisas da minha cabeça…
Mas desta vez o teu beijo estava distante, frio e eu não conseguia nele sentir o amor que tu dizes que sentes por mim.
O que se estará a passar? Já não me quererás? Já não sou eu que faço o teu coração palpitar? Já não sou eu a tua princesa? Já não te direi nada?
Tu saíste e prometeste mais uma vez que nesta noite chegarias cedo, que a partir de hoje tudo seria diferente.
E é verdade! Foi diferente esta noite chegas-te cedo, o teu beijo estava ainda mais distante do que o da manhã, estava menos apaixonado ainda. Eu sei que só o deste por mera pena, eu sei!
Não aguentei mais esta situação e enfrentei-te com os factos e tu desmentiste tudo apesar de teres um olhar distante, desinteressado. E eu disse que tu já não me amavas e tu disses-te tens razão eu já não te amo! Eu já não te quero!
Pegas-te em tudo o que era teu e saíste pela porta, bates-te com ela com a força do vento junto com todo o teu alivio.
Sim eu chorava, gritava e jurava a mim própria que nunca iria virar a página e iria ficar para sempre á tua espera, e assim o foi, fiquei fechada nesta casa o resto da minha vida, os resto dos meus dias.
Nunca mais vi o brilho dos teus olhos para iluminar o meu dia, nunca mais vi os teus lábios, nunca mais te vi, nunca! Tentei apagar tudo, o passado, o presente e tentei nem passar para o futuro, peguei numa faca afiada, eu chorava e chorava mas se a minha vida iria ser sem ti, então perferia perder a vida e ir para lá onde fosse proteger-te de todo o mal! Assim o foi, senti uma perfuração na minha pele, sinceramente a dor não era minimamente forte, a dor que eu sentia era muito mas muito mais forte que uma simples morte…

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