Eu tentei… tu sabes bem eu tentei tirar-te da cabeça, usando tudo o que estivesse ao meu alcance. Juro que fiz de tudo, mas tu continuaste imóvel na minha cabeça, no meu coração.
Tentei virar todas as esquinas do meu caminho e nunca te ver. Mas de que isso valeu? Eu sempre voltei ao mesmo caminho, sempre continuei a percorrer o mesmo caminho que percorria. Voltei atrás na minha palavra. Podes me chamar de fraca chama, mas eu sou fraca por não conseguir esquecer o teu sorriso? O teu cheiro? A cor da tua pele? Eu até posso ser fraca e tu és fraco ainda mais por me fazeres chorar este tempo todo. Por todas aquelas palavras que disseste e nunca cumpriste, por tudo o que juras-te e nunca cumpriste. Sinto saudades muitas saudades desse teu antigo eu, desse antigo eu que acreditava sempre na minha palavra sem me julgar, aquele teu eu que simplesmente me punha um sorriso na cara quando eu mais queria chorar. Não eu sinceramente já não sei o que sinto, são muitos sentimentos em simultâneo, sentimentos que me envolvem com dor, lágrimas, mas também me envolvem com sorrisos. Porque fico sem respiração, sem ar, sem fôlego. Preciso de ti, da tua presença, do teu cheiro, do teu toque, de tudo, tudo mesmo.
Nunca me abandones, nunca digas um adeus mas diz-me sim um até já. Nunca largues a minha mão porque com ambas dadas podemos descobrir o paraíso, podemos ir para um mundo que ainda ninguém descobriu. Simples palavras não provam nada, mas para que precisamos de provas? Se a vida é uma conjunção de mentiras? Não percebo juro que não, não percebo o facto de eu sentir uma coisa e segundos depois outra, mas só existe um sentimento que nunca muda, faça chuva, faça sol. Eu preciso de ti, preciso mesmo.
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