terça-feira, 9 de novembro de 2010

unanswered questions

Sentir? O quê? Dor? Sim… agora ultimamente só há duas coisas que eu totalmente sinto. Dor e uma paixão ardente dentro de mim. Sonhos? Sim tenho muitos, e agora ultimamente o único sonho que tenho tido é com alguém, com alguém que é muito especial e importante para mim. Sofrimento? Sim muito sofrimento, por amor, por paixão. Lágrimas? Sim intermináveis. A razão? A razão é a mesma da dor, dos sonhos, do sofrimento, das meras lágrimas, dos meros gritos, dos meros pensamentos. A mesma razão da que a minha vida está a viver, a mesma razão que a minha vontade anseia. A mesma razão para que todos criticam e que eu sou a única a querer seguir esse caminho, o caminho do sofrimento, o caminho das lágrimas… Caminho esse molhado, estreito, com montes de pedras para me esfolarem os pés, os joelhos, essa dor para mim é me indiferente nem a sinto. Agora dor de coração? Uma dor insuportável completamente, uma dor impossível de passar, que nem meras noites de sono a apagam, meras piadas engraçadas eliminam as tristezas? Guardam-nas por momentos, mas lá volta o vento para trazê-las. Memórias? Existem muitas tanto boas como más, tanto como perfeitas como imperfeitas, todas continuaram na minha cabeça e no meu coração. Sofrimento interno, o choro já é imprescindível ao meu viver, ao meu ser. Não que eu gosto, odeio sentir gotas de água salgada a percorrerem o meu rosto, odeio mesmo! Mas por mais que faça de tudo para as combater acabam sempre por escorregar como uma criança num jardim verde totalmente verde com um escorrega. As estrelas? Brilham sim e depois? Não, não fazem desenhos bonitos, não fazem nada simplesmente tirarem-me mais uma noite de sono para olhar para elas e desembrulhar todas as lembranças, recordações que estavam guardadas. Para trazer ao de cima aquilo que eu queria que ficasse enterrado, para que nunca saísse debaixo do quer que seja. Gritos? Sim dou muitos, estou farta de guardar tudo para dentro, farta de sofrer para mim mesma, já que não posso dizer ao mundo o quanto te amo, digo ao mundo o quanto sofro, o que sinto, a dor. Revolta? Ainda não sei ao certo o que essa palavra verdadeiramente significa… Será fugir? Se assim for estou revoltada desde que sei que nunca poderei ter-te, que nunca poderei beijar-te e sentir-me acolhida por muita chuva que esteja correndo. Amores verdadeiros? Sim existem, se este não for verdadeiro então o que será?
Saudade? A saudade é eterna, nunca acaba… Arranca-nos um pedaço do coração e leva-o com ela, fogem para muito longe, para estrada e estrada invisíveis ao olhar, invisíveis ao toque.
Sentir? Sentir sinto todos os dias, dor por saber que alguns momentos não puderam voltar a acontecer, o tempo não volta atrás. Chorar? Sim por saber que o caminho agora é em frente, tentar avançar e ficar presa ao passado. Gritar? Sim gritar que te amo a cada segundo, minuto, meia hora, hora, vinte e quatro horas, dias, meses, anos! Enquanto me for a mim permitido esperarei por ti para sempre, mesmo que assim o meu futuro seja sofrer. Odeio viver, odeio ser assim odeio, mas se para estar perto de ti esta terá de ser a minha vida… quero que seja assim vezes, vezes e vezes sem conta. Porque amar é sofrer, chorar, gritar, querer fugir, mas também é sorrir, sentir o batimento do coração acelerar. Porque nunca devemos desistir, sim lutar e conseguir o que realmente queremos e desejamos…

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