domingo, 16 de janeiro de 2011
Hoje estou aqui sozinha, sozinha mesmo. Nem o vento, nem a chuva, nem o sol estão a meu lado. Muito menos as lágrimas. Sou só eu, nem tenho a companhia da minha respiração. Não tenho a companhia do batimento do meu coração. Não sinto nada, não sinto dor, alegria, não sorrio nem choro, não grito nem falo, não penso muito menos ajo, não oiço. Não vejo. Não toco. Ninguém fala comigo, ninguém se importa se vivo ou morro, se estou aqui ou ali. Se estou bem ou mal. A única coisa que se importam é com elas mesmo. Não são invejosas nem egoístas, são realistas. Devem mesmo preocupar-se só consigo mesmas, pois quem se preocupa ou preocupará com elas? NINGUÉM. O que me sobra disto tudo? Fotografias, fotografias onde até à data éramos felizes, os dois juntos, os dois agarrados, os dois com a esperança de um final feliz. Agora cada um seguiu a sua vida, por seus caminhos, sem pensar um no outro. Não posso negar penso ainda em ti, tu continuas no meu pensamento, mas isso era antes, era quando eu queria continuar a sofrer, mas um dia decidi que iria esquecer, tentei mas não consegui. Foi aí então que tomei a decisão, de morrer. E morri.
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